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História do BTT

Bicicleta de Todo o Terreno, B.T.T., Bicicleta de Montanha ou ou Mountain Biking são várias denominações para o mesmo desporto, que nos tempos de hoje despertou o interesse de miúdos e graúdos. Não há unanimidade a respeito da origem deste movimento. Para muitos a febre do Mountain Biking deve-se a um grupo de ciclistas e surfista americanos que no meio da década de 1950, desciam por brincadeira as montanhas californianas em meados dos anos setenta, com bicicletas que eles mesmo montavam.
Os primeiros nomes que apareceram foram: James Finley Scott: "provavelmente" a primeira pessoa a modificar uma bike exclusivamente para andar na terra - em 1953. Utilizou um quadro para passeio Schwinn, pneus largos, conhecidos como balão, guidão reto, freios cantilever e trocadores de marcha; Tom Ritchey e Gary Fisher: pioneiros na práctica do desporto e no desenvolvimento de componentes em série, como futuramente bicicletas próprias para o novo estilo. Fundadores das empresas Gary Fisher e Ritchey; Joe Breeze: Confeccionou a primeira bicicleta para a pratica do Mountain Bike, a Breezer # 1 em outubro de 1977.

O interesse tornou-se tão grande, que levou grandes marcas comerciais a apostar forte nesta modalidade. A bicicleta todo-o-terreno ou bicicleta de montanha, é dotada de uma enorme versatilidade e robustez, que permite o ciclista explorar extensas regiões, que a pé se tornariam penosas, e de jipe seriam inacessíveis, disponibilizando um agradável contacto com a Natureza.

É conveniente andar acompanhado sempre que possível e levar um telemóvel ou rádio de transmissões consigo, para o caso de sofrer algum acidente. Caso não esteja equipado com estes aparelhos será muito difícil, encontra-lo numa zona deserta. Deverá levar um cantil com água para evitar desidratação e alimentos para recuperar forças.

As B.T.T.'s (Bicicletas - Todo - Terreno) são notavelmente diferentes das tradicionais bicicletas de "passeio", já que a sua estrutura foi desenhada a fim de adaptar-se às dificuldades do terreno. As soldas, os travões e a estética foram melhorados consideravelmente. Um grupo de desportistas aficionados às montanhas foram os primeiros a praticar este desporto no Litoral Oeste dos E.U.A. e começaram por modificar elementos indispensáveis nas suas bicicletas. Estas bicicletas chegaram a Portugal no final da década de 80 onde reinavam até então as "Pasteleiras" as de ciclismo e as BMX.

Actualmente podemos arriscar a dizer que as bicicletas que mais se vendem são as de BTT, mas também é uma realidade, que muitas destas bicicletas não têm a mínima qualidade para enfrentar os terrenos "Off-Road". Surgiram muitas marcas a fabricar bicicletas com aparência robusta a preços baixos, mas que numa análise mais aprofundada, são raras as peças que são de qualidade. A nível de Competição, existem e Portugal inúmeras Provas quer a nível Nacional, quer local, de todas as variantes do BTT.  

Modalidades do BTT

Há várias modalidades desportivas que podem ser incluídas na categoria Mountain Bike. O equipamento mínimo em todas elas, além de uma bicicleta adequada, é composto de capacete, luvas, uma câmara-de-ar de reserva, bomba-de-ar, água (mochila com depósito ou cantil encaixado na bicicleta, com água ou mistura isotónica) e alimentos (geralmente barras de cereais, frutas ou algo igualmente rico em hidratos de carbono e fácil de carregar).

Cross-country ou XC:
É a prova disputada em um circuito fechado, em que os competidores devem completar um certo número de voltas para terminar a prova. Em algumas competições internacionais essa modalidade é chamada de XCO (Cross-Country Olímpico), tendo que obedecer alguns parâmetros técnicos como comprimento da pista e quantidade de voltas. É geralmente em trilho fechado, mas pode ter também trechos de estrada de terra e em alguns casos chega a ter trechos curtos de asfalto.

Trip Trail ou Maratona:
É o tipo de prova em que o percurso é longo e leva de um ponto a outro, que pode ser ou não o mesmo do início da prova. Tem o nome Trip Trail porque é praticamente uma viagem por trilhos e estradas de terra. Quando o percurso é bem longo, pode ser chamado também de Maratona e chega a levar dois ou até três dias. Os trilhos feitos por lazer pelos entusiastas do Mountain Bike costumam ter a característica de um trip trail.

Downhill ou DH:
No downhill, o ciclista passa por um percurso em descida, tendo poucas rectas, passando por um terreno bastante irregular, natural ou artificial, com jumps (pontos de salto), gaps (vãos transpostos com ou sem ajuda de rampa) e drops (grandes degraus onde o ciclista se deixa "cair" para transpor), enfrentando situações de bastante risco. Nesse tipo de prova costuma-se usar um capacete full-face (capacete fechado que protege o queixo, parecido com o de motociclismo), joelheira com caneleira e muitas vezes colete e cotoveleira. Os ciclistas descem um a um, com tomada de tempo individual.
4X: O 4X é uma modalidade que possui obstáculos derivados do BMX num terreno inclinado, tendo largada com gate no estilo BMX, onde quatro competidores descem simultaneamente. Deriva do BMX e do Dual Slalom - uma modalidade em que desciam dois competidores por vez e que era mais parecida com o Downhill. O Dual Slalom caiu em desuso com a introdução do 4X. Os pilotos de 4X costumam vir tanto do BMX como do Downhill.
Free ride: Uma variação do Downhill, o Free ride, é utilizado como forma de lazer, tendo como principal diferença a utilização de terrenos variados, em vez de apenas descidas, além dos passeios chamados north shores - que consistem em andar por cima de árvores caídas ou por trajetos no alto de madeiras, criados dentro de florestas. Como consequência, a bicicleta de Free ride apresenta algumas variações em relação ao Downhill, como por exemplo o uso de mais de uma coroa (na relação de marchas dianteira). Os passeios de Freeride dentro das cidades são chamados comumente de Urban Assault e usam obstáculos urbanos, frequentemente escadarias, além de obstáculos construídos de forma fixa ou obstáculos removíveis que são montados antes da prova e removidos no final desta. Downhill, Freeride e 4X são considerados por seus praticantes como "o lado extremo do ciclismo".

Up Hill:
O Up Hill tem os mesmo princípios do Down Hill, variando apenas na orientação da prova (em vez de descida, o trilho é composto por subida).

Four Cross:
Descida com obstáculos para contornar.

Orientação:
Prova com o auxílio de mapas e aparelhos de orientação tais como bússola e GPS, com o objectivo de chegar a um determinado ponto de chegada.

 

Equipamento

 
As bicicletas para mountain bike diferem das bicicletas de estrada em diversos aspectos: Usam pneus mais grossos e cardados (com cravos e geralmente acima da largura 1.5"), que absorvem impactos de forma mais eficiente, possuem maior aderência em terrenos enlameados e oferecem maior controle e tração da bicicleta em terrenos acidentados, na areia e na lama.
Usam amortecedores, na frente, atrás ou em ambos, um na frente e outro atrás, conhecidas como bikes Full Suspension, para reduzir os impactos sentidos pelo ciclista e permitir maior controle da bicicleta.

Não sendo absolutamente necessário o amortecedor central ou traseiro (no quadro da bicicleta), o principal para quem vai começar é o dianteiro, de garfo telescópico ou "double-crown" (dois crown, um embaixo e outro em cima da caixa de direção) ou o normal (um pouco menor que o telescópico). Possuem quadros reforçados e mais resistentes, especialmente nas modalidades que incluem saltos e quedas de grandes alturas, mas sem comprometer gradativamente no peso do conjunto; O guiador é, não necessariamente, mais alto, permitindo uma posição menos inclinada e mais confortável para o ciclista ou também reto, modelo clássico por ser um dos primeiro tipos a serem usados.
Possuem aros de 26" e 24", em geral 26", em vez dos aros 700 do ciclismo de estrada. Os aros costumam ser de parede dupla, reforçados de modo a evitar deformação nas ultrapassagens de obstaculos. Recentemente está sendo usado também aros de 29" e misturas, como 29" na frente e 26" atrás; As relações de mudanças são maiores e mais leves tão precisas quanto as bicicletas do ciclismo de estrada. Hoje em dia a quantidade de mudanças varia de 21 até 27 mudanças. Recentemente também foi adotada a quantidade de 30 mudanças.
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